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Auditores fiscais do trabalho realizam ato nesta quinta (22) para cobrar punição dos mandantes da Chacina de Unaí

Julgamento dos mandantes acontece nesta quinta, em Minas Gerais. Categoria cobra mais segurança nas fiscalizações rurais em todo país  

Auditores fiscais do trabalho da Bahia realizam um ato contra a impunidade nesta quinta-feira (22/10), data em que acontece o júri popular dos acusados de comandar a Chacina do Unaí, crime que resultou na morte de quatro servidores do Ministério do Trabalho e Emprego quando fiscalizavam denúncias de trabalho escravo na zona rural de Minas Gerais, há quase 12  anos.  A mobilização será em frente da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/BA), na Avenida Sete, em Salvador, a partir das 10h30.

Além de homenagear as vítimas e pedir a punição dos acusados, os auditores vão cobrar mais segurança nas fiscalizações rurais de risco e melhores condições de trabalho para categoria em todo país. O ato contará com a participação de representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), de entidades e centrais sindicais.

A mobilização será realizada pela Delegacia Sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscal do Trabalho na Bahia (DS/BA-Sinait) e pelo Sindicato dos Auditores Fiscais do Trabalho da Bahia (Safiteba). Os dirigentes das entidades afirmam que existe um profundo sentimento de impunidade entre os familiares dos servidores assassinados e toda a categoria. Eles destacam que, apesar do crime ter ocorrido há quase 12 anos, o clima de insegurança e as ameaças acompanham os auditores-fiscais do trabalho no desempenho de suas funções diárias em todo país.

Na Bahia, existem diversas denúncias de ameaças na região oeste do estado, sobretudo no município de Barreiras, onde as fiscalizações da zona rural chegaram a ser suspensas nos últimos dois anos por conta de ameaças anônimas.

Existe também uma deficiência no número de servidores e também no número de policiais federais para acompanhá-los em determinadas operações que representem riscos à segurança da categoria, principalmente na fiscalização rural.

“O Trabalho escravo e análogo, infelizmente, ainda é uma realidade em nosso país, sobretudo na Bahia, onde situações de risco e ameaças são vividas constantemente pela categoria. Queremos a punição dos mandantes da Chacina de Unaí, e que sejam oferecidas melhores condições de trabalho para que os auditores possam exercer suas funções com segurança, resgatando a dignidade  dos trabalhadores brasileiros”, afima a diretoria

O Crime

A Chacina de Unaí aconteceu em 28 de janeiro de 2004 e repercutiu mundialmente. Os auditores fiscais do trabalho Erastótenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira foram mortos a tiros enquanto faziam uma fiscalização de rotina na zona rural de Unaí.

O julgamento acontece na quinta-feira (22/10) às 10 horas no auditório da Justiça Federal de belo Horizonte. Irão a júri o fazendeiro Norberto Mânica, acusado de ser mandante da Chacina de Unaí e seu irmão Antério Mânica ex-prefeito da cidade. Também estarão no banco dos réus Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro. Todos eles respondem o processo em liberdade.

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